sábado, 19 de maio de 2012

O ponto facultativo do dia 6

O governador Leonel Pavan decretou ontem ponto facultativo na próxima segunda-feira, véspera do feriado de 7 de Setembro, em todos os “órgãos e entidades da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual”. Numa época em que todo mundo cobra moralidade na administração pública e que a transparência nos atos dos governantes ergue-se como uma necessidade que a qualquer momento será inevitável, tem algum cabimento uma atitude dessas? Se todos os funcionários de empresas privadas precisarão trabalhar normalmente na véspera do Feriado Nacional, deixando o descanso para o dia 7, por que os funcionários públicos, que têm seus ganhos custeados com o dinheiro dos nossos impostos, podem dar-se ao luxo de emendar o feriadão? Há explicação lógica para este privilégio? O problema é que temos uma cultura que separa o serviço público do privado em sua essência, o que não deveria acontecer. As leis trabalhistas estabelecem direitos e deveres dos trabalhadores e é obrigação do Estado garantir o cumprimento das regras, mas ver que o funcionalismo público tem um tratamento diferenciado neste sentido é algo revoltante para quem está pagando a conta enquanto este tipo de prática política segue de pé em todo o País. Se o exemplo não partir do representante popular, partirá de quem?


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