sábado, 19 de maio de 2012

A pesquisa certa

Há muita gente fazendo pesquisas de opinião pública em várias cidades para sentir a febre do cenário eleitoral que se aproxima. É preciso ter em mente, no entanto, que não é a intenção de voto que manda na leitura do quadro neste momento. Muito candidato que hoje é bem avaliado pode sumir na hora da campanha por uma série de razões, como a sua rejeição e o fato de ser mais conhecido que os rivais _ muita gente indica voto no único candidato que conhece, mas troca de ideia quando passa a saber quais são as outras alternativas. Quem tem baixa intenção de voto, mas não é muito conhecido, pode reverter a situação de maneira muito mais tranquila do que quem até vai bem na pesquisa, mas tem rejeição na casa dos 30%. O dado que vale ouro num momento desses é a avaliação que a população faz do governo que está se encerrando. Essa não tem variáveis, expressa o que o cidadão sente, se quer continuidade ou mudança, se confia ou não no atual gestor. Define a linha que cada candidato vai seguir. Em eleições municipais, os problemas são mais vivos, estão mais próximos do eleitor. A primeira coisa que ele quer saber do candidato é o lado em que ele está. Se defende a administração atual ou quer algo diferente. Mais do que qualquer outra, a eleição municipal parte da avaliação do governo, e a virada para o ano da eleição é um momento decisivo.


Faça seu comentário


RSS dos comentários TrackBack 2 comentários