sábado, 19 de maio de 2012

O fim da arrogância

Tanta repercussão não pode ser desconsiderada ou simplesmente arrastada até o momento em que a poeira baixar. A Guarda Municipal de Tubarão, através da prefeitura e da secretaria de Segurança e patrimônio, está tendo uma bela oportunidade de refletir e repensar os caminhos que vem tomando. Se cria-se um clima de Guarda Municipal versus população, a culpada é a própria Guarda, que deixa-se manifestar por quem grita mais alto, sufocando a voz de quem reprova o comportamento adotado em diversas polêmicas recentes, sendo a mais grave delas a da agressão a um trabalhador de um carrinho de cachorro-quente, bem no Centro da cidade, estragando o clima de festa que a CDL tanto se esforça para criar em torno do comércio nesta época do ano _ e o comércio é a principal atividade da cidade. A Guarda precisa refletir sobre suas atribuições e, principalmente, sobre seus métodos. Precisa vir a público, defender seus pontos de vista e, principalmente, assumir seus erros e seus excessos _ algo que o secretário Preto Prtão já fez na edição de ontem do Diário do Sul. A Guarda precisa dar voz não apenas a quem sabe gritar, mas também a quem não tem voz nestes momentos, mas trabalha na instituição e mais sofre com a repercussão destes fatos, porque precisa ouvir reclamações sobre o que não fez. A Guarda _ ou quem hoje fala por ela _ precisa descer do pedestal em que acha que se encontra e dialogar com a sociedade. Saber o que as pessoas que vivem na cidade querem e esperam dela, e não se recusar a discutir um problema grave, como está acontecendo mais uma vez. O problema é grave a arrogância é pior ainda, porque impede o quadro de melhorar. É preciso parar de olhar o cidadão de cima para baixo, porque o cidadão não é inferior aos guardas. Ao contrário: é patrão deles, porque a Guarda é sustentada com dinheiro público. Está aí para servir a população, e não para tratá-la a coices. Baixar a bola, escutar a população e dialogar com ela é o único caminho para se evitar que o que já é muito ruim piore ainda mais.


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