Pensamento estratégico
Polarizar ou não uma eleição tornou-se o conceito estratégico inicial de uma eleição. Conhecer o quadro em que vai se disputar é o primeiro passo para ganhar um pleito, e é preciso compreender a quem interessa cada cenário. Um governante bem avaliado, por exemplo, tende a tentar limitar as candidaturas com ligação à sua base para tentar conquistar a maioria ainda no primeiro turno. Em cidades onde não há segundo turno, a melhor saída pode ser incentivar nomes alternativos que possam “roubar” votos de adversários diretos. Esse tipo de pensamento vai entrar em campo em todas as cidades, especialmente as que não são tão pequenas a ponto de suportar apenas dois candidatos e não são tão grandes para poder ter segundo turno _ é o caso de Tubarão. A tríplice aliança é o sonho do governo, mas a candidatura de Edinho Bez (PMDB) como uma terceira via poderia ser uma forma de tentar dividir os votos do principal oposicionista até agora, o petista Olavio Falchetti, tirando-lhe um pouco da força que o cenário hoje lhe confere. A divisão da tríplice aliança, portanto, pode ser uma forma de tentar impedir o crescimento do adversário, sob a regência do governador Raimundo Colombo. Se houver a análise de que um bloco com PSD e PSDB e outro com PMDB e PP são a melhor alternativa para que o PT não vença a disputa, essa é uma saída que pode interessar o governador.
Data: 29/12/2011

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