No Diário do Sul de hoje, matéria mostra que a disputa do PMDB pelo comando da gerência de Educação reflete a dificuldade do deputado federal Edinho Bez em consolidar internamente a sua candidatura à prefeitura.
PMDB sofre com disputa pela Gerei
TUBARÃO – A nomeação de cinco cargos comissionados na gerência regional de Educação de Tubarão voltou a evidenciar rachas internos do PMDB. A disputa entre duas alas pelas indicações aos cinco cargos que compõem o setor volta a opor o grupo mais próximo ao deputado federal Edinho Bez, que busca viabilizar a sua candidatura à prefeitura de Tubarão, e a ala que se opôs à hegemonia do deputado nas últimas eleições internas. O segundo grupo segue vendo com desconfiança a disposição de Edinho em se candidatar à prefeitura este ano. O grupo próximo a Edinho teve Jair Tártari como candidato a presidente, enquanto a outra ala foi representada por Alexandre Moraes _ posteriormente, houve consenso em nome da eleição de Dalto Bardini.
O caso teve início no final do ano passado, quando Edinho formalizou ao partido que aceitaria ser candidato a prefeito. O grupo de Alexandre solicitou ao deputado um equilíbrio maior nas nomeações do governo do Estado. No dia 16 de janeiro, num encontro informal realizado em Laguna, no apartamento de Edinho, ficou definido que as vagas da gerência de Educação seriam rediscutidas, caso a executiva municipal assim definisse. Na segunda-feira, a proposta de realizar novas nomeações foi aprovada por cinco votos a um e um documento contendo as novas indicações, assinado por Edinho Bez e Dalto Bardini, foi protocolado junto à Secretaria de Desenvolvimento Regional.
Derrotado na votação da Executiva, o grupo de Jair Tártari passou a articular junto ao deputado para manter o grupo que hoje ocupa os postos, indicado por Edinho. “Não recebemos nenhum comunicado do deputado sobre mudança nos procedimentos. O ofício foi encaminhado e aguardamos as novas nomeações. Quem estiver pressionando contra a decisão legítima da executiva está defendendo um golpe”, avaliou Alexandre Moraes, secretário-geral do PMDB.
A disputa evidencia o desafio tortuoso que Edinho tem na busca pela afirmação de sua candidatura: a unidade interna de um partido dividido. “O Edinho precisa mostrar que quer ser o candidato de todo o PMDB, e não apenas de uma ala. Precisa pensar no todo e mostrar que a sua candidatura é para valer, para acabar com as desconfianças de que está apenas escolhendo o momento certo de desistir”, complementou um membro do diretório peemedebista.
Deka diz que é candidato a prefeito
TUBARÃO – As disputas internas do PMDB de Tubarão também opõem a política de composições do partido. Há figuras influentes da sigla que defendem abertamente uma aliança com PSD e PSDB, reeditando a tríplice aliança que governa o Estado. Essa coligação, porém, tornaria pouco possível a ocupação da cabeça-de-chapa pelo PMDB. O vereador Ivo Stapazzol, cotado para ser vice numa composição com o atual vice-prefeito Pepê Collaço (PSD), já declarou-se favorável à tríplice aliança em Tubarão, independentemente de quem venha ocupar a cabeça-de-chapa.
Outra alternativa para o PMDB seria unir-se ao grupo de 12 partidos, encabeçado pelo PP, que vem se reunindo sistematicamente. O vereador Deka May (PP) é o único pré-candidato do grupo e descarta qualquer acordo para ser vice de Edinho. “Nós conversamos com o PMDB, mas não houve resposta. O Edinho Bez se comprometeu a nos dar uma resposta até o fim de fevereiro e o que sabemos é que o PMDB também conversa com o PSDB e o PSD. Então, não existe nada nesse sentido. Hoje eu quero ser candidato a prefeito, não a vice”, decretou Deka.
O presidente Dalto Bardini acredita que o encaminhamento será pela tríplice aliança. “Isso é o diretório quem vai decidir, mas eu vejo uma maioria que tem essa preferência”. Dalto manifestou muita insatisfação com a contestação da decisão da executiva com relação às substituições na Educação. “A Executiva tem nove membros, e foram cinco votos favoráveis. O partido precisa ser respeitado”.
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