Querer e poder
Revelada com exclusividade pelo Diário do Sul, a possibilidade de o deputado federal Edinho Bez concorrer ao Senado em 2014 traz dois efeitos principais ao cenário da eleição de 2012: em primeiro lugar, cria uma possibilidade de resistência do eleitorado à ideia de eleger um prefeito que não vá cumprir os quatro anos. Mas também auxilia muito na composição de alianças, porque a vaga de vice torna-se mais valiosa quando existe a possibilidade de assumir definitivamente antes da metade do mandato. A isca certamente será utilizada, mas é preciso medir a sua força. Será que Edinho Bez, hipoteticamente eleito prefeito de Tubarão, teria condições de ser o candidato do PMDB ao Senado em 2014? Cada partido ou coligação lançará apenas um nome para o posto, e é evidente que o vice-governador Eduardo Moreira está de olho na indicação. Pela posição que ocupa, teria natural preferência. Mesmo no caso de Eduardo não concorrer, o PMDB pode ter que abrir o posto para um partido aliado, de acordo com a composição que for montada. Ainda que Eduardo não concorra e a indicação recaia sobre o partido _ no caso de haver apoio à reeleição de Colombo, por exemplo _, quem permanecer na Câmara dos Deputados terá condição privilegiada para brigar pela vaga por seguir tendo exposição estadual, e o nome de Mauro Mariani, o mais votado do Estado em 2010, surge sem pensar _ até porque Mariani traz consigo a carga simbólica de ter desbancado o eterno rival do PMDB, Esperidião Amin. Se não conseguir emplacar uma candidatura ao governo, o futuro ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger é outro postulante por si só, também mais forte politicamente que Edinho. Para poder não basta querer.
► Ainda que Edinho ultrapassasse todos estes obstáculos, haveria um derradeiro: o partido do seu vice. Se o PMDB se mantiver na tríplice aliança em 2014, ele não poderia renunciar para a posse de um vice de um partido adversário.
Data: 28/02/2012

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