sábado, 19 de maio de 2012

Arquivos do mês » fevereiro, 2012

Querer e poder

Revelada com exclusividade pelo Diário do Sul, a possibilidade de o deputado federal Edinho Bez concorrer ao Senado em 2014 traz dois efeitos principais ao cenário da eleição de 2012: em primeiro lugar, cria uma possibilidade de resistência do eleitorado à ideia de eleger um prefeito que não vá cumprir os quatro anos. Mas também auxilia muito na composição de alianças, porque a vaga de vice torna-se mais valiosa quando existe a possibilidade de assumir definitivamente antes da metade do mandato. A isca certamente será utilizada, mas é preciso medir a sua força. Será que Edinho Bez, hipoteticamente eleito prefeito de Tubarão, teria condições de ser o candidato do PMDB ao Senado em 2014? Cada partido ou coligação lançará apenas um nome para o posto, e é evidente que o vice-governador Eduardo Moreira está de olho na indicação. Pela posição que ocupa, teria natural preferência. Mesmo no caso de Eduardo não concorrer, o PMDB pode ter que abrir o posto para um partido aliado, de acordo com a composição que for montada. Ainda que Eduardo não concorra e a indicação recaia sobre o partido _ no caso de haver apoio à reeleição de Colombo, por exemplo _, quem permanecer na Câmara dos Deputados terá condição privilegiada para brigar pela vaga por seguir tendo exposição estadual, e o nome de Mauro Mariani, o mais votado do Estado em 2010, surge sem pensar _ até porque Mariani traz consigo a carga simbólica de ter desbancado o eterno rival do PMDB, Esperidião Amin. Se não conseguir emplacar uma candidatura ao governo, o futuro ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger é outro postulante por si só, também mais forte politicamente que Edinho. Para poder não basta querer.

 

► Ainda que Edinho ultrapassasse todos estes obstáculos, haveria um derradeiro: o partido do seu vice. Se o PMDB se mantiver na tríplice aliança em 2014, ele não poderia renunciar para a posse de um vice de um partido adversário.


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Joares cotado na Alesc

Gelson Merísio tem mais um ano de mandato como presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, mas as conversas sobre sua sucessão estão a toda. Afastado da cadeira central da mesa diretoria desde a década de 80, o PMDB aposta em Romildo Titon para ser o próximo presidente num acerto que envolva, ao menos, a tríplice aliança. Joares Ponticelli nunca negou que essa é uma de suas aspirações e o próximo biênio é estratégico, porque é em 2014 que ele pretende dar o salto mais decisivo de sua carreira política, alcançando uma candidatura majoritária. A reserva de vaga para o PMDB foi sucedida por dois acontecimentos determinantes: a aproximação do PP ao governo Colombo, que se deu de maneira aberta e acelerada, o que surpreendeu quem esperava um gesto envergonhado e gradativo; e a formação de um bloco parlamentar entre PP e PSDB na Alesc. O PSDB segue muito insatisfeito com o tratamento recebido pelo governo Colombo, o que não é novidade, e vem desde os tempos de Luiz Henrique da Silveira. Estando ao lado dos tucanos, Joares consegue dois trunfos: auxilia Colombo na condução de votações com um partido descontente (e rebelde em potencial) e ainda quebra uma possível unidade da tríplice aliança em torno de Titon. Se não houver entendimento global, como nas eleições de Júlio Garcia e do próprio Merísio, em que até a oposição votou junto, Joares tem trunfos: a bancada do bloco PP/ PSDB e uma aproximação com o governador que poderia lhe render, por exemplo, uma proposta de divisão do mandato.

 

► Politicamente falando, Joares e o PP têm dado apoio incondicional a Colombo, o que torna evidente que o partido não pensa em candidatura própria em 2014. Uma vaga de vice no processo de reeleição seria a meta, ainda mais se o PMDB resolver romper com o governo.

► Protagonista por natureza, o PMDB pode não suportar a posição de coadjuvante, ainda mais se tiver que dividir espaço também com o PP, adversário histórico.

► O prefeito de Florianópolis Dário Berger é visto como possível líder de um projeto de candidatura própria. Que seria fortalecido com a eleição de seu sucessor Gean Loureiro e com a reeleição de seu irmão Djalma em São José.


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Vende-se projetos

Deu no Diário Catarinense: sites estão vendendo abertamente projetos de lei para vereadores. Um caso bem parecido com a aberta negociação de monografias de fim de faculdade, que também ficou simples na era da internet.

O pessoal que está trabalhando nessa área poderia dar uma atenção especial a Tubarão, onde há clientes em potencial para o serviço.


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Estratégias da eleição em São Paulo

Quem acompanha o quadro político nacional certamente está acompanhando os desdobramentos do pleito deste ano em São Paulo. Por ser a maior cidade do País, São Paulo trará reflexos ao pleito de 2014. Especialmente no que se refere à definição interna do PSDB e à relação do PT com PMDB e PSD.

Colunista do Estadão, José Roberto de Toledo fez uma ampla análise da entrada de José Serra na eleição que eu recomendo, como análise de estratégias eleitoral.


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Passe valorizado

O grande mistério da aliança governista é desvendar se o ex-prefeito Carlos Stüpp pode ou não ser candidato a prefeito. Stüpp tem evitado falar publicamente sobre o assunto, mas sempre que o fez, foi para dizer que não concorreria.
O momento que antecede as definições de alianças é de valorização do passe. O partido que admitir publicamente que não tem candidato já começa em desvantagem, perde a sua principal cartada. A ventilação do nome de Stüpp faz o PSDB não ficar refém de uma aliança com o PSD.
Se for para valer, porém, a candidatura do ex-prefeito pode provocar até um racha entre PSD e PSDB. O primeiro poderia se aliar ao PP e o segundo, ao PMDB _ desde que Edinho Bez não seja candidato.
Stüpp é hoje o nono suplente de deputado estadual da coligação formada por PMDB, PSDB, PTB e DEM (sendo que todos os candidatos migraram para o PSD). Hoje ocupa o sexto lugar da lista, porque três titulares ocupam secretarias e deram lugar a suplentes.
Como dificilmente o governador Raimundo Colombo nomeará deputados na reforma administrativa antes das eleições, Stüpp dependeria da licença de seis que estão à sua frente para concorrer em outubro, o que dificilmente ocorrerá. César Souza Júnior (PSD, Florianópolis), Jean Kuhlmann (PSD, Blumenau), Elizeu Mattos (PMDB, Lages) e Darci de Matos (PSD, Joinville) são os cotados.


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Edinho não descarta o Senado

Decidido a lançar sua candidatura à prefeitura de Tubarão, o deputado federal Edinho Bez conversou comigo por telefone ontem. Já está preparando seu discurso: contra quem argumentar que sua saída do mandato em Brasília trará prejuízos à região, dirá que o suplente Valdir Collatto se comprometeu a manter as suas emendas e trará um trunfo: a garantia do PMDB estadual de que ele será candidato a um cargo majoritário (governador, vice ou senador) ao deixar a prefeitura de Tubarão. Edinho sempre garantiu que seu principal projeto era candidatar-se ao Senado em 2014. Esteve perto de descartar concorrer à prefeitura em 2012 por isso. Ele, porém, não nega unir as duas ideias. Garante que seu plano é cumprir os quatro anos de mandato, mas não descarta ser candidato ao Senado em 2014 se houver apoio popular. Não é demais lembrar que, se Edinho vencer a eleição deste ano e renunciar para concorrer ao Senado, seu vice assume o governo municipal por dois anos.


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PSD vai lançar pré-candidaturas

O PSD de Tubarão prepara um grande evento para o dia 8, quando lançará a relação de 26 pré-candidatos a vereador e do seu pré-candidato a prefeito, o vice-prefeito Pepê Collaço.
Provavelmente o PSD coligará com o PSB, que tem três pré-candidatos, na proporcional. Como o máximo de candidaturas para coligações é 34, o PSD poderia ter 31 candidatos, o que abre a possibilidade de acrescentar mais cinco nomes.
As negociações, porém, podem levar à composição na proporcional com algum partido com mais candidatos, o que diminuiria a cota do PSD. A lista, portanto, não é definitiva, mas serve para o partido mostrar que está pronto.


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Salário e demagogia

O poder Legislativo brasileiro passou a ser muito fiscalizado pela população brasileira, o que é ótimo _ e seria ainda melhor se o procedimentro fosse feito de maneira igualmente severa com os poderes Executivo e Judiciário, que também são sustentados com os nossos impostos e nos devem as mesmas explicações. O fato de o Legislativo entrar na mira das críticas faz com que surjam os bons exemplos e também a demagogia. Nesta semana, surgiu o assunto do salário dos vereadores de Tubarão. Hoje, cada vereador tem rendimento mensal de cerca de R$ 6 mil e direito a três assessores _ o que nem sempre é cumprido à risca, porque os suplentes que assumem costumam herdar as indicações dos licenciados. É pouco? Claro que não. Porém, o discurso de que o vereador não precisa de salário não apenas é um erro, mas também uma maneira de falar o que muita gente quer ouvir sem contribuir com o debate. O vereador João Fernandes (PSDB), por exemplo, tem defendido a redução dos vencimentos. Porém, é preciso recordar que o mesmo João é quem fez uma reforma na sede da Câmara quando era presidente. Reforma com dinheiro público (é claro) num prédio privado. Esse é o vereador que quer economizar o nosso dinheiro? Ele pegou o dinheiro da Câmara e aplicou em melhorias de um prédio que tem dono. E mais: alterando a fachada do local, o que pode fazer com que o locatário exija que a mudança seja desfeita quando o prédio for devolvido. Se queremos vereadores que de fato fiscalizem a prefeitura, temos que pagar por este trabalho. Podemos e devemos discutir qual deve ser o valor deste pagamento, sem esquecer o cabide de assessores que fica escondidinho. Mas sem demagogia e sem populismo.

 

 


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Salários dos vereadores de Tubarão em discussão

Matéria do Diário do Sul de hoje, de Cléber Latrônico, revela que a discussão sobre o salário dos vereadores de Tubarão na próxima legislatura já está a toda.

Vereadores: salário será debatido até o fim deste ano

Cléber Latrônico

redacao@diariodosul.com.br

TUBARÃO – Até o fim deste ano uma questão polêmica terá que ser votada no Legislativo de Tubarão: qual será o salário do vereador tubaronense a partir da próxima legislatura, que inicia em 2013? E essa discussão deverá ser ainda mais acalorada. Isso porque o vereador João Fernandes (PSDB) declarou nesta quarta-feira, em entrevista à rádio Santa Catarina, que pretende ingressar com requerimento que pedirá para que o salário de um vereador passe dos atuais cerca R$ 6 mil (vencimento bruto) para R$ 2,5 mil a partir do próximo ano. A proposta foi encarada como populista por seus colegas. Na próxima legislatura, a câmara de Tubarão passará a ter 17 cadeiras ao invés das dez atuais.Evandro Almeida (PMDB) acha que o atual salário dos vereadores é justo, mas que poderia ser melhor. “Acho que para um vereador que realmente trabalha nas causas sociais, que ajuda a quem precisa, que faz projetos e não depende da política para viver, que é o meu caso, nosso salário é justo. Se aumentar, melhor, porque o vereador da próxima legislatura poderá ajudar ainda mais o cidadão. Agora para quem acha que é preciso reduzir o salário, pegue seu “excedente” e vá ajudar a quem precisa, fazer projetos. Só assim verá que trabalhar para o povo demanda custos. Tem gente que não ajuda e só quer fazer populismo”, disparou.Licenciado, Caio Tokarski (PSD), presidente da Fundação Municipal de Esporte e Cultura, afirma ainda não ter pensado sobre o assunto. “Acredito que existam problemas mais importantes na cidade para serem tratados pelos vereadores. A política de hoje é diferente da de algumas décadas atrás. A exigência em cima de um vereador hoje é bem maior. Já é um bom valor esse que foi estipulado pela Constituição Federal. Respeito a opinião deste vereador, mas entendo que ele esteja querendo jogar para a torcida”, avaliou.Já Dionísio Bressan (PP) é a favor de uma redução no valor, porém menor que a proposta de João. “Acho que seria justo reduzir para uns R$ 4,5 mil, no máximo R$ 5 mil. Ninguém pode fazer carreira profissional do trabalho como vereador, mas existem gastos inerentes à função. Se quiserem diminuir os custos da Casa é só diminuir o número de funcionários comissionados e abrirem concursos públicos”, opinou Dionísio.O DS tentou entrar em contato com o presidente da câmara, Sargento Batista (PSDB), mas o parlamentar não atendeu as ligações feitas para seu telefone celular e nem as retornou.


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Célio e Brunel cotados na Amurel

►A Amurel realiza na próxima quarta-feira a sua eleição. Todos os 17 prefeitos estão aptos a participar e a decisão deve ficar para a assembleia mesmo. O atual presidente, Manoel Bertoncini (Tubarão), não vai permanecer.

►Célio Antônio (Laguna) e Luiz Carlos Brunel (Capivari de Baixo) são nomes comentados, mas as eleições em anos eleitorais são especiais. Candidatos à reeleição tendem a não querer o posto para se dedicar exclusivamente às campanhas.

►Se o novo presidente não for reeleito em outubro (por perder o pleito ou por não concorrer mesmo), seu sucessor assumirá o posto entre janeiro e março de 2013, quando acontecerá a nova eleição.

 


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