segunda-feira, 20 de maio de 2013

Arquivos do mês » julho, 2012

Justiça indefere pedido de candidatura de Salvaro

Candidato à reeleição em Criciúma, com vantagem ampla nas pesquisas de opinião, Clésio Salvaro (PSDB) teve o seu pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. Um pleito que parecia decidido ganha um novo tempero.

Salvaro tem prejuízo certo com a história. certamente vai recorrer, mas passa a disputar a eleição com o carimbo de “Ficha Suja” na testa, até uma eventual reversão do quadro. Além disso, vai passar a campanha precisando convencer as pessoas de que governará a cidade se eleito, já que o fantasma da cassação o rondará por todo o tempo.

Para Salvaro, o ideal seria reverter a decisão ainda durante a campanha, para poder garantir aos eleitores que não será cassado. Se não conseguir isso, precisa  conquistar mais de 50% dos votos para ter a certeza de que, se for cassado, haverá uma nova disputa. Se vencer com menos de 50% dos votos, assumiria o segundo colocado.


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Análise da pesquisa – Diário do Sul

A pesquisa eleitoral publicada hoje pelo Diário do Sul segue a tendência da apresentada pelo Notisul há alguns dias e do que se comenta dos levantamentos internos dos partidos políticos da cidade: Olavio Falchetti em primeiro, batendo em torno dos 35%; Edinho Bez (PMDB) e Carlos Stüpp (PSDB) embolados entre 15% e 20%, tecnicamente empatados. E Pepê Collaço (PSD) chegando a cerca de 10%. As variações são pequenas.

Rápidas impressões:

  • Prognósticos definitivos antes da campanha de TV e rádio são precipitados;
  • A liderança de Olavio neste momento é firme e constante, sustentada desde o começo do ano;
  • Pepê Collaço tem dificuldade de decolar, algo que já havia se manifestado no ano passado, quando tentou emplacar como candidato governista – quando pretendia ter o apoio do PSDB. Um mês de governo não foi suficiente para crescer mais.
  • É o primeiro levantamento deste instituto, então não é possível fazer comparações com outras pesquisas. Mas vai ficando se sinalizando uma vantagem de Edinho sobre Stüpp.

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PSDB quer investigação sobre patrocínios estatais a blogs

Li na semana passada a notícia de que o PSDB quer informações sobre os patrocínios de empresas estatais a blog como os os de Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim. É um pleito justo. De fato, é importante que o leitor tenha consciência de quem financia as publicações para aí avaliar a credibilidade que lhe concede. É o tipo de informação que precisa ficar muito clara.

Agora… Por que o PSDB não se invoca com os grandes veículos de comunicação? Por que não quer saber quanto a Globo, a Record ou a Folha de São Paulo recebem dos governos federal, estaduais e municipais?


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A entrevista na Santa Catarina

Os candidatos a prefeito de Tubarão realizaram uma entrevista na rádio Santa Catarina na manhã de sábado. Parece consenso que parte da fórmula utilizada foi  equivocada. Foram realizadas perguntas de “conhecimentos gerais” sobre a cidade, com questões que nenhum cidadão do mundo saberia as respostas sem consultar alguns documentos. Todos erraram muitas questões e nem vem ao caso comentar esses tais erros.

Mas houve bons momentos também, como os em que cada candidato falou sobre temas específicos. Quem esperava um confronto franco entre Carlos Stüpp e Pepê Collaço se frustrou mais uma vez. Nada além de pequenas indiretas.

Chama a atenção o discurso de Edinho Bez. Conciliador e cordial, repete que os três adversários são seus amigos. Não parece disposto a entrar em bolas divididas, embora não queira saber de compartilhar o desgaste da administração atual.

Olavio Falchetti manteve o posicionamento propositivo natural de quem lidera as pesquisas.


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Quem fala o que quer…

Diretamente do Facebook.


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O PSOL conhece o pragmatismo

Nascido um partido de esquerda com origem socialista, o PT viu-se dividido no começo da década passada: manter-se distante das siglas “tradicionais” ou dar passos em direção ao pragmatismo em busca de viabilidade eleitoral? A aliança no pleito de 2002 com o hoje extinto PL (que uniu-se ao Prona e deu origem ao PR) foi simbólica: o PT abria concessões em nome do direito de governar o País e implementar o que considerava melhorias necessárias. Ia formalmente dialogar com os empresários.

Antes mesmo de 2002, criaram-se dissidências no partido por conta dessa linha. Daí surgiram partidos de extrema esquerda como o PSTU e o PCO, nos anos 90. Siglas que, bem ou mal, seguem cumprindo a proposta de isolamento político, sabendo que ele é inviável eleitoralmente. Certos ou errados, são coerentes.

Muito mais recentemente surgiu o PSOL, um partido com uma proposta inicialmente similar: “resgatar o antigo PT”.

Ocorre que o PSOL também se rendeu ao pragmatismo. Quando chegou ao ponto de escolher entre o discurso e a viabilidade eleitoral, também optou pela segunda opção, vide as alianças que foram feitas para as eleições deste ano.

Aqui não cabe julgar se isso é certo ou errado, isso é questão de opinião. O fato é que o PT um dia resolveu se viabilizar eleitoralmente flexibilizando seu arco de alianças e um grupo resolveu fundar o PSOL. Agora, este grupo faz o mesmo.

Para quem sonha com uma reforma política e ainda está disposto a discutir o sistema partidário brasileiro, é um movimento interessante.


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Contestando a tese da rejeição ao PT

A campanha eleitoral em Tubarão mal começou. A campanha em rádio e TV ainda vai esperar quase um mês. Temos, portanto, um quadro eleitoral extremamente preliminar, sujeito a investidas e mudanças de várias naturezas. O fato, porém, é que temos, neste momento, uma inegável onda Olavio, que reflete o que as pesquisas qualitativas indicam: vontade de mudança na população da cidade e personificação desta mudança no líder dos levantamentos quantitativos.

Surge em alguns senadinhos a tese de que Olavio lidera as pesquisas exclusivamente por conta de sua aprovação pessoal e que ela vence até mesmo uma rejeição que a cidade teria ao PT. Há quem ache que Olavio precisa tratar com discrição a sua filiação partidária durante o pleito.

É evidente que o principal fator que leva Olavio a este quadro é a sua história pessoal, de envolvimento comunitário e zelo à ética na iniciativa privada. Mas apostar numa rejeição ao PT pode ser arriscado.

Vou me basear em números. Vejamos as votações conquistadas pelos candidatos a presidente do PT em Tubarão nas últimas eleições:

Eleições 2010

Candidato 1º turno 2º turno
Dilma 38,5% 40,6%
Serra 54,5% 45,5%

Que rejeição é essa que faz a candidata a presidenta de um partido que sequer vereador tem disputar em pé de igualdade a eleição com o candidato do partido que está no terceiro mandato seguido na prefeitura? É um dado a se considerar.

Os índices de aprovação do governo federal na cidade também são altos, embora não haja levantamento registrado sobre o assunto.

 

Em 2006, no seu pior momento de popularidade, o ex-presidente Lula foi o mais votado no município. Em 2002, o desempenho chegou ao espetacular – embora se saiba que aquela foi uma eleição atípica.

Eleições 2006

Candidato 1º turno 2º turno
Lula 35,0% 51,5%
Alckmin 51,3% 48,5%

Eleições 2002

Candidato 1º turno 2º turno
Lula 63,9% 69,5%
Alckmin 19,1% 30,5%

Há quem diga, no entanto, que a rejeição existe e é restrita ao âmbito local.

É evidente que o PT de Tubarão não é um colecionador de vitórias eleitorais. Mas até que ponto isso se deve à tal rejeição e até que ponto a “culpa” é do próprio PT, que jamais apresentou uma chapa de candidatos a vereador efetivamente competitiva?

Quando falo em “culpa”, as aspas são claras. O PT dispõe de pouca estrutura, é tocado por voluntários e isso cria dificuldades para a disputa eleitoral, cada vez mais profissional – até demais.

Nas eleições de 2008, o PT poderia ter lançado até 15 candidatos a vereador e teve apenas nove candidatos. Ainda assim, acumulou 5,3 mil votos. Apenas três partidos tiveram mais votos que o PT na cidade: PSDB, PMDB e PP. A diferença de estrutura nem precisa ser mencionada.

Outros partidos, como PPS, PDT, PR, PTB e DEM (depois PSD), tiveram representação na Câmara por conta das composições de coligação.

São as regras do jogo, não cabe qualquer contestação. Mas o PT não deixou de eleger vereador porque foi rejeitado pela cidade, mas sim por não ter lançado a melhor chapa que poderia.

Discordo, portanto, das teses de alta rejeição ao partido na cidade. Com base nesses números.


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Análise da pesquisa Som Maior/ Notisul

Quem se lembra da análise que fiz aqui da primeira pesquisa Som Maior/ Notisul sabe que, à época, declarei que Cxarlos Stüpp (PSDB) saía fortalecido do levantamento. Registro isso apenas para lembrar que a proposta não é levantar a bola de determinado candidato, apenas realmente debater os números.

Nesta segunda rodada, algumas conclusões parecem evidentes:

  • Quem tem mais a comemorar é Olavio Falchetti (PT), que subiu oito pontos, enquanto seus principais concorrentes tiveram quedas consideráveis.
  • Apesar da queda acentuada, Edinho Bez (PMDB) também não perece ter muito do que reclamar. Assumiu o segundo lugar (ainda que dentro da margem de erro) e voltou à disputa com o cenário de quatro candidaturas.
  • Carlos Stüpp (PSDB) caiu mais de oito pontos, foi ultrapassado por Edinho e viu a solidificação de uma rejeição que torna muito difícil qualquer reação. Sua única alternativa é reverter essa rejeição.
  • Pepê Collaço (PSD) não decolou no levantamento. Cresceu dentro da margem de erro em relação a um levantamento feito quando ele sabidamente não era candidato. Tornou-se prefeito, tornou-se candidato de verdade e subiu apenas meio ponto. Para ter viabilidade eleitoral, precisa se estabelecer rapidamente.

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Olavio abre vantagem em pesquisa

A rádio Som Maior divulgou agora a pouco resultado de pesquisa eleitoral feita junto com o jornal Notisul.
Olavio Falchetti (PT) – 34,7%
Edinho Bez (PMDB) – 18,7%
Carlos Stüpp (PSDB) – 16,6%
Pepê Collaço (PSD) – 7,2%



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Menos estratégia e mais debate

Fiz um comentário ali embaixo sobre o discurso implementado pelo prefeito Pepê Collaço e naturalmente surgiram as primeiras denúncias de que estou fazendo campanha. Sei que estou exposto a isso no momento em que, com clareza, exponho a minha condição de militante do PT diretamente envolvido com a campanha eleitoral.

Acontece que sou jornalista, trabalho com isso e tenho uma história de proposição de debate que não começou ontem. Tenho a pretensão de apresentar propostas interessantes, deixando sempre a conclusão a cargo do eleitor. Recebi acusações semelhantes quando falei de Edinho Bez e Carlos Stüpp, mas são ossos do ofício.

Seguirei propondo a discussão de temas que julgar interessantes, e aos leitores é facultado o direito de interpretá-los como parciais. A proposta do blog, porém, não é ser braço de estratégia eleitoral. É, como sempre foi, promover o debate.


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