sábado, 19 de maio de 2012

Sobre a pesquisa

Ainda sobre a pesquisa divulgada na semana passada pelo Notisul, é importante notar que o baixíssimo índice de eleitores indecisos é algo que precisa ser batido com outro levantamento.

Além disso, intenção de voto antes da campanha efetivamente começar é algo pouco estabelecido.


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Pré-candidato do PSD protesta no Twitter

O pré-candidato a vereador pelo PSD de Tubarão Charles Conceição protestou contra a direção do seu partido hoje, no Twitter.


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Olavio é o que mais cresce sem Pepê

Um dado interessante da pesquisa: nos cenários em que são considerados os candidatos a vice-prefeito, Pepê Collaço (PSD) aparece com 5,9%. No cenário em que ele não concorre, os seus pontos dividem-se de maneira equilibrada.

Olavio Falchetti (PT) passa de 29,6% para 31,2%. Sobe, portanto, 1,6 ponto.

Carlos Stüpp (PSDB) cai de 24,6% para 24,2%. Perde 0,4 ponto.

Edinho Bez (PMDB) vai de 24,5% para 26,2%. Cresce 0,7.


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Pesquisa eleitoral em Criciúma

Teve pesquisa eleitoral também em Criciúma. O jornal A Tribuna publicou hoje um levantamento, com espantosa vantagem do atual prefeito Clésio Salvaro (PSDB) sobre a ex-vereadora e ex-deputada federal Romanna Remor (PMDB):

Clésio Salvaro (PSDB) – 77,8%

Romanna Remor (PMDB) – 15,2%

Odelondes de Souza (PSOL) – 1,4%


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Pesquisa eleitoral – Tubarão

Considerando-se os dados finais, divulgados hoje, faço curtas avaliações.

Ninguém é obrigado a concordar com elas e naturalmente haverá quem veja com outros olhos.

  • Para Olavio Falchetti (PT), não deixa de ser um bom resultado. O PT aparece numa condição totalmente inédita de protagonismo na cidade e, embora este dado não esteja revelado, supõe-se que seja o menos conhecido dos três candidatos, já que disputou apenas duas eleições, e ambas como azarão – acredito que seu grau de conhecimento seja elevado, mas um pouco abaixo dos concorrentes. O fato de manter a liderança mesmo com as demais candidaturas estabelecidas mostra força, sem dúvida.
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  • Para Carlos Stüpp (PSDB), o resultado é ótimo. Representante de um desgastado governo de 12 anos, o tucano foi colocado no páreo, embolado com os outros pré-candidatos, e com índice de rejeição menor do que o esperado até pelos seus correligionários.
     

  • Para Edinho Bez (PMDB), um quadro a ser trabalhado. Superexposto por tantas eleições e sem a rejeição do governo municipal, ficou atrás de um candidato com alta rejeição e de outro que nunca havia experimentado a liderança. O que fica de bom é seu índice de rejeição, muito abaixo de Stüpp e próximo do de Olavio.
     

  • Para o PSD, não resta dúvida, foi um resultado muito ruim. Como nenhum candidato consegue colocar sua intenção de voto embaixo do braço e levá-la até outro candidato que ele apóie, podemos considerar que esse quadro manifesto na pesquisa não dá a ele a condição de ser o diferencial da eleição.

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Pesquisa mostra quadro embolado em Tubarão

A rádio Som Maior e o Notisul divulgaram agora à noite uma pesquisa para a prefeitura de Tubarão, a primeira oficialmente registrada. O resultado será detalhado amanhã. Já foi anunciado este quadro:

Olavio Falchetti (PT) – 29,0%

Carlos Stüpp (PSDB) – 25,4%

Edinho Bez (PMDB) – 23,5%

Pepê Collaço (PSD) – 6,7%

 

Rápidos pitacos:

  • É espantoso o baixo índice de eleitores indecisos (apenas 3,4%). Este índice costuma ser muito maior antes de a campanha começar.
  • Embora seja cedo para dar real valor a pesquisas de intenção de voto, é inegável que os números são ótimos para Carlos Stüpp. Tão ótimos que carecem de comparação com outra pesquisa.
  • Os dados praticamente enterram o sonho de candidatura própria do PSD.
  • A aguardar os dados de rejeição.
  • A votação atribuída a Pepê é tão baixa que a migração do seu voto sequer deve mudar muito o cenário de apenas três candidatos.

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Promoção pessoal

► O Sindicato dos Trabalhadores no Vestuário (Sintraves) tem feito grande investimento em publicidade nos últimos meses, e as peças todas apresentam um grande destaque à figura do seu presidente, o pré-candidato a vereador Carlos Zamparetti.

► No comercial de TV referente ao Dia do Trabalhador, é o próprio Zamparetti quem aparece, em toda a peça publicitária, parabenizando a classe. Nas inserções de rádio, seu nome é citado no fim do texto. Em jornais e outdoors, há fotos do pré-candidato.

► Essa era uma prática comum no serviço público, mas ficou para trás há quase 20 anos justamente por conta do princípio da impessoalidade que deve imperar na gestão pública. Não se vê mais o nome do prefeito na publicidade da prefeitura.

► Seria importante ver essa ação ser refletida também em sindicatos, que são sustentados com recursos de seus associados.

 


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Novo candidato em Jaguaruna

► A eleição de Jaguaruna ganhou uma pré-candidatura alternativa: Manoel José da Silva (PTB), médico e vereador da cidade entre 2001 e 2004.

► Doutor Manoel foi vereador pelo PSDB, o primeiro da história do partido no município. Hoje no PTB, venceu nas prévias Maneca Moura, que foi candidato nas duas últimas eleições pelo PDT. Ele é pai do ex-secretário de Saúde de Tubarão Roger Augusto, também médico.

O jornal Folha Regional traz uma entrevista com o pré-candidato.


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Imbituba e Tubarão

No DS Entrevista deste final de semana, o vereador e pré-candidato de situação à prefeitura de Imbituba Jaison Cardoso (PSDB) abordou um tema interessante: previu um prazo de cinco anos para sua cidade tornar-se a maior arrecadadora da Amurel, o que representaria ultrapassar Tubarão, que é a última que resta. As perspectivas por conta da previsão de aumento de movimento no porto justificam o otimismo e a recente atração de empresas multinacionais comprova que não está se falando de nada inatingível. A questão que se levanta é a reflexão que precisa acontecer em Tubarão. Claro que não existe razão para nenhuma disputa particular com a cidade litorânea, mas a cidade polo da região precisa avaliar por que está ficando para trás. O caso da Cimolai, que namorou Tubarão por meses, recebeu até a sua comitiva e acabou indo para Imbituba pelas condições oferecidas, precisa ser devidamente analisado. O que nos falta para ter condições de atrair grandes empresas? É preciso implementar imediatamente medidas de médio e longo prazos, porque o tempo está passando ou ao menos concluir de vez que essa não é a vocação da cidade. Grandes indústrias trazem arrecadação de impostos e empregos que possibilitariam, entre outras coisas, que profissionais de muitas áreas permaneçam em Tubarão depois de formados. Um debate que não pode demorar mais.

► É bom destacar, porém, que Jaison referiu-se apenas à arrecadação. Não quer dizer que a cidade ultrapasse Tubarão em outros quesitos, como o populacional ou o estrutural.


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“Imbituba vai ultrapassar Tubarão em arrecadação em cinco anos”

Diário do Sul – Quem é Jaison Cardoso?
Jaison Cardoso – Eu sou um esportista de Imbituba. Joguei futebol por muito tempo, inclusive participando de campeonatos amadores aqui de Tubarão. Fui goleiro do Treze de Maio, do Pedreira (União Operária), do Pinheirinho, cheguei a treinar por 30 dias no Ferroviário quando o Lico era o treinador. Eu não tinha nada a ver com a política até 2000, quando recebi um convite para ser candidato a vereador do então prefeito Osny (de Souza Filho, do PMDB) e do vice Jatir (Amorim), o popular Catuta. Aí ingressei na política, dois dias antes da eleição. Tive a felicidade de me eleger. Na época eram dois vereadores do PSDB: eu e o Beto Martins, que hoje é o prefeito da cidade por dois mandatos. Depois participei de mais duas eleições para vereador e tive a felicidade de me eleger.

Diário do Sul – O senhor entrou na política então através do ex-prefeito Osny?
Jaison – Na verdade, recebi o convite dele. Um primo do meu pai, Mário Teixeira, é um político tradicional de Imbituba e uma pessoa que sempre procurei me identificar com o seu trabalho. Uma pessoa muito firme e séria. Desde que me elegi pela primeira vez, me dediquei inteiramente à política. Estudando bastante, me dedicando à função. Fui vereador de situação por dois anos e depois nós iniciamos um projeto político e um projeto para a cidade que começou comigo e com o Beto, os vereadores do PSDB na época. Viramos vereadores de oposição e entregamos todas as funções administrativas que o PSDB tinha na administração. Nós éramos pequenininhos. Dos 13 vereadores da época, éramos apenas dois, com o apoio do vereador Dorlin Nunes Júnior, que era filiado ao PDT e também veio para o PSDB na época. E tivemos sucesso já em 2004, com o Beto eleito prefeito. Depois ele foi reeleito.

Diário do Sul – E que projeto é esse?
Jaison –
O meu projeto é a continuidade do modelo administrativo implementado em Imbituba a partir de 2005, mais voltado para a gestão do que para a política.

Diário do Sul – O fato de o senhor ter iniciado a sua trajetória política apoiando um governo do PMDB pode facilitar o apoio do partido à sua candidatura?
Jaison –
Não só pode como facilitou. Eu sou filiado ao PSDB há cerca de 14 anos, mas com 18 anos eu era membro do diretório do MDB. Minha família sempre foi, tradicionalmente, emedebista. Por isso a minha relação com a base do PMDB. Quando eu fui vereador de oposição, nos dois últimos anos do meu primeiro mandato, sempre procurei fazer uma oposição muito responsável, em cima de ideais. Nada pessoal contra o prefeito, apenas contrariando a forma administrativa que ele implantava. Eu achava que Imbituba tinha um potencial bem maior. Por isso tenho facilidade em conversar com os membros do PMDB, inclusive o ex-prefeito Osny, que hoje tem um filho pré-candidato a vereador.

Diário do Sul – O fato de Beto e Osny terem polarizado as disputas políticas de Imbituba nos últimos anos não torna essa união complicada?
Jaison –
Nem o Beto, nem o Osny são candidatos. Os pré-candidatos a prefeito de Imbituba hoje somos eu, Christiano (Lopes de Oliveira, do PSD) e Rosenvaldo Júnior (PT). Talvez André Igreja (PDT) e Jorge Nasser (PTB). Então, não vejo problema nenhum em uma composição entre PSDB e PMDB. Não estão se coligando Osny e Beto, mas sim PMDB, PSDB, PP, PPS, DEM, PSC e PSL. São sete partidos que já estão elaborando um plano de governo e indo às comunidades ouvir quais são as suas maiores necessidades.

Diário do Sul – Quais seriam as prioridades de seu governo?
Jaison –
Como regra geral, manter o modelo administrativo que fez a cidade crescer o dobro do que cresceu Santa Catarina e o país. Um modelo essencialmente voltado à gestão. Não tem como tirar a política da administração pública, mas temos que estar voltados à gestão. Vamos trabalhar intensamente na busca de receitas para a cidade, pois dificilmente se consegue administrar sem dinheiro. E trabalhar de uma forma eficaz no controle das despesas, como fez o Beto. Nestes sete anos, nem tudo ele acertou e nem tudo ele errou. Houve erros e nosso plano é consertá-los.

Diário do Sul – Quais foram esses erros?
Jaison –
Nós temos que profissionalizar a estrutura administrativa da prefeitura, o próprio pessoal. Isso dará mais eficácia à gestão. Existem outros aspectos. Imbituba vinha numa decadência econômica desde os anos 90 e a autoestima da população estava em baixa. Muita coisa foi feita, mas muita coisa há por fazer. Nós nos dedicamos pouco à questão ambiental e ao déficit habitacional que existe na cidade. Trabalhamos muito o turismo na divulgação e na infraestrutura, mas precisamos avançar no turismo religioso, que é um filé que temos e não estamos aproveitando quanto à Santa Paulina. Temos um convênio assinado com governo do Estado de R$ 12 milhões, com R$ 500 mil de contrapartida da prefeitura, para se fazer um monumento de 45 metros no Morro da Antena da nossa cidade. O projeto do monumento já foi licitado e estamos preparando a forma. O turismo em Imbituba é muito desenvolvido na temporada de verão, mas temos que aproveitar melhor o turismo religioso e a baleia franca.

Diário do Sul – A forma de aumentar a receita da cidade seria seguir investindo na atração de grandes empresas?
Jaison –
O governo do Beto, nos últimos sete anos, fez a cidade crescer bastante. Nós arrecadávamos em 2005 em torno de R$ 23 milhões. Fechamos 2011 com arrecadação de R$ 73 milhões. Isso é importante, mas não é o mais importante. O Beto plantou, investiu muito no porto, que estava sucateado e hoje está pronto para o desenvolvimento. Ele buscou a Votorantim, que gerou empregos, mas até hoje não nos deu nenhum retorno financeiro. Vai começar a dar na metade do ano que vem, de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões por ano de ISS. O Beto fez uma ótima plantação, que nós temos que saber colher. Nem tudo está perfeito. Nós temos falta de vagas nas creches porque Imbituba tinha um alto índice de desemprego. Quando os empregos começaram a aparecer, as mães passaram a ocupar estes postos e nós não estávamos preparados para atender a essa demanda. Temos que pensar na cidade para daqui a cinco ou dez anos. Como vai estar o trânsito, com a cidade pronta para crescer? Como vai estar a educação, com o crescimento populacional que deveremos ter? A cidade vive uma expectativa muito grande.

Diário do Sul – Esse crescimento já dá sinais?
Jaison –
Em 2005, Imbituba era a quinta cidade da região em arrecadação. Perdia para Tubarão, Braço do Norte, Capivari de Baixo e Laguna. Hoje perde apenas para Tubarão, já é a segunda. Com todo o respeito que temos por Tubarão, mas nos próximos cinco anos nós vamos chegar ao primeiro lugar. Foram investidos R$ 500 milhões no porto, isso nenhuma empresa privada sem esperar retorno. A dragagem do porto deve se resolver em 2012, para que possamos receber os navios Post-Panamax. São navios enormes, com grande capacidade de carga. E o nosso porto será o único de Santa Catarina que poderá receber estes navios por causa de seu grande calado. Após a dragagem, o movimento do porto deve subir de 200% a 300%, e a nossa receita vai crescer muito.

 


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