Matheus Roetger Madeira tem 28 anos e é jornalista formado pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), de Tubarão, desde 2004. Trabalha no Diário do Sul desde 2002, sempre dividindo seu trabalho entre as editorias de esporte e política. Também é comentarista do Unisul TV Esporte desde 2007. Você também pode entrar em contato pelo matheusmadeira@gmail.com.
O PSDB anunciou ontem que o PDT fechou apoio à candidatura de Carlos Stüpp à prefeitura de Tubarão. Isso significa a primeira baixa do G12, que havia fechado apoio a Edinho Bez.
A vereadora Regiane Damas, de Imaruí, teve seu mandato cassado ontem pelo TRE. Por unanimidade, o Tribunal entendeu que houve infidelidade partidária por parte de Regiane, que trocou o PMDB pelo PSDB no ano passado. Custódio Cardoso (Totói, do PMDB) assume o posto.A vereadora Regiane Damas, de Imaruí, teve seu mandato cassado ontem pelo TRE. Por unanimidade, o Tribunal entendeu que houve infidelidade partidária por parte de Regiane, que trocou o PMDB pelo PSDB no ano passado. Custódio Cardoso (Totói, do PMDB) assume o posto.
Os comerciários de Tubarão rejeitaram ontem, em assembleia sindical, a possibilidade de serem realizados dois Dias D – sábados em que o comércio abre o dia todo, e não apenas pela manhã – por mês.
Como sábado agora é Dia D, o Sindicato promoverá protestos durante o evento.
A indicação do Sindilojas lembra a proposta de abertura do comércio na segunda-feira de Carnaval, que não tinha o apoio nem dos próprios lojistas.
Na segunda-feira, véspera do Dia do Trabalho, a presidenta Dilma Rousseff deflagrou mais uma de suas boas brigas nesta primeira metade de governo. Brigas consideradas “incompráveis” até.
Depois de peitar o Congresso e suas indicações políticas – aí incluindo os partidos -, postura reforçada na nomeação de Brizola Neto (PDT-RJ) como Ministro do Trabalho; de cobrar transparência em obras da Copa do Mundo; Dilma emitiu pronunciamento em que voa na jugular dos bancos.
Suas palavras são claras: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil baixaram seus juros para forçar os bancos privados, por uma questão de mercado, a fazer o mesmo. Algo louvável e, espera-se, sustentável.
Estou finalizando um trabalho intenso de pesquisa para trazer resultados detalhados das eleições de 2008 em Tubarão, tanto para prefeito quanto para vereador.
O material tem a soma dos votos em todas as seções de cada ponto de votação e serve para que se saiba como votou o eleitor de cada bairro na eleição passada. Informações preciosas para quem vai concorrer neste ano.
Faltam apenas cinco totalizações. Os demais resultados já estão à disposição. Em breve o material será completo.
Aí em cima tem um link “Eleições 2008″. É só clicar.
Moradores da rua Bruno Roussenq colocaram uma faixa na intersecção com a rua Silvio Cargnin, que leva à ponte Manoel Alves dos Santos (ponte do Morrotes).
Cada vez mais nota-se a quantidade de protestos contra políticos em todas as camadas da sociedade. Nas redes sociais da internet, já é clichê a ironia contra a amaldiçoada classe dos que um dia resolveram colocar seus nomes à disposição da população. Os protestos são válidos e a cobrança precisa ser permanente, mas as pessoas precisam entender que podem fazer muito mais do que ridicularizar os seus representantes entre uma eleição e outra. Nenhum vereador, prefeito, deputado, governador, senador e nem mesmo a presidenta da República chegou onde está sem muitos votos. A mesma população que se mobiliza em campanhas on line está se afastando do fórum adequado para julgar a eficácia dos políticos, que é a eleição. Vemos as campanhas ficarem mais caras justamente porque a participação voluntária está minguando, muita gente reclama por quatro anos, mas dá de ombros para o resultado do pleito. É mais democrático e mais barato para o país que o eleitor defina com critério qual o melhor candidato e que arregace as mangas em sua defesa. Não vale dizer que são todos iguais, porque sempre há opções das mais variadas, das tradicionais às alternativas. É preciso mais que votar. É preciso promover mobilizações neste momento, reprovando pessoas e partidos que não tenham atendido às expectativas geradas há quatro anos. Se o cidadão se desmobilizar justamente no momento eleitoral, deixando o resultado acontecer à sua revelia, protestar nas redes sociais ou mesmo nas ruas será insuficiente para recuperar o prejuízo.
O debate sobre as cotas raciais para vagas nas universidades tomou conta do noticiário na semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, por unanimidade, a legalidade do sistema implementado no Brasil. A reação natural das pessoas é de criticar o modelo e defender que as cotas sejam sociais, em vez de raciais _ ou seja, beneficiem os pobres de um modo geral, e não apenas os que forem classificados como pardos ou negros. Mas uma análise em alguns números faz pensar melhor nessa definição. Mesmo com a ampliação do acesso às universidades proporcionado pelas políticas sociais do governo federal nos últimos anos, apenas 3% dos universitários são negros. Em resumo: o Brasil está ficando menos pobre, mas a pobreza brasileira segue sendo predominantemente negra. Porque os negros pobres têm menos oportunidades que os brancos pobres. Trata-se de um círculo vicioso: o negro é mais pobre que o branco, tem menos condições de estudar e mantém na pobreza as suas gerações futuras. Isso cria no subconsciente das pessoas o hábito de ver negros em posições sociais inferiores. É um problema gerado por um preconceito inconsciente. Não podemos nos esquecer que há menos de 130 anos ainda havia escravidão oficial no Brasil. Os ancestrais dos negros de hoje eram escravos. O modelo das cotas raciais promoveu a inclusão social de negros em vários países, entre eles os Estados Unidos. É impossível pregar igualdade plena de oportunidades num quadro tão distorcido.
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